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Relembrando minha despedida de Passo Fundo.

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Olá, meu padrinho!

Hoje, vasculhando meus arquivos, deparei com um texto bem interessante. Trata-se da homenagem pública que fiz quando te despedias de Passo Fundo, partindo para Porto Alegre.
Julguei interessante repassá-lo a fim de que dês a destinação que julgares interessante.
Um abraço!

Ironi

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Meus amigos!
Já dissera o pensador: “A pessoa não deve ser considerada pela roupa que usa, ou mesmo pelo dinheiro que acumula, mas pela beleza que os olhos não vêem”.
E é valendo-me desse pensamento que inicio esta saudação. Afinal, não estou aqui para um simples discurso, tampouco para divertir os presentes. Aqui estou para uma mensagem simples, para uma homenagem sincera, para uma gratidão justa. Aqui estou para, em nome de todos os presentes e de muitas outras pessoas que, por motivos os mais variados possíveis, não puderam comparecer a esta confraternização, homenagear um amigo de todos nós, pessoa que vale, antes e acima de qualquer outra coisa, pela beleza interior, aquela que um simples olhar não desvenda.
E é com esse propósito que eu convido, e peço a gentileza de que venha até aqui, ao meu lado, o Dr. Evandro Nogueira de Azevedo.
Dr. Evandro, tabelião Evandro, pai Evandro, esposo Evandro, colega Evandro, amigo Evandro: vês cada uma e todas as pessoas aqui presentes hoje? Vês, por certo, mas apenas aquilo que os olhos vêem, mas não vislumbras, com certeza, o mais importante: aquilo que se oculta dentro de cada um de nós, que é o sentimento que nos moveu e nos fez estar aqui hoje à noite. Sim, amigão Evandro: com as necessárias escusas, não foi o jantar e não foi nenhuma outra a razão que trouxe grande parte desta platéia, até aqui, hoje à noite, a não ser o desejo que todos temos de te homenagear.
Contraditória, aliás, é a razão que nos trouxe até aqui. Por um lado, exultamos com tua conquista; por outro, todavia, tememos que essa mesma conquista nos roube um pouquinho sequer de ti mesmo. Estás partindo, e nós queremos que sejas feliz em tua nova empreitada, mas não suportaríamos pensar que possas estar esquecendo de nós. E sabes por que, amigão Evandro? Porque nós gostamos muito de ti.
E sabes por que gostamos tanto de ti, amigão Evandro? Deixemos que Paulo Santana responda: “Tenho amigos que não sabem quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que se a divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que morressem todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”. E nós também, amigão Evandro, nós também enlouqueceríamos todos se definhasse ainda que só um pouquinho a amizade que nos liga a ti.
Mas, além da amizade, amigão, outro sentimento me assalta nesta hora. Como tenho sofrido em minhas palestras e em minhas aulas, tentando mostrar a milhares de pessoas que hoje os tempos são outros e que, com os velhos tempos, alguns valores, que nos pareciam absolutos, tornaram-se relativos. Aquele, por exemplo, que pregava a terrível inverdade de que “querer é poder”. Não, amigão, querer não é poder, e tu és hoje a prova concreta disso. Até porque, querer todos querem, mas nem todos que querem são poderosos. Poderoso és tu amigão. Afinal, quiseste o que muitos queriam, mas só a ti coube o real objeto de tua querença. E sabes por quê? Porque “querer, com vontade, é poder”. E tu quiseste, e tu tiveste vontade, e tu foste poderoso, e só tu conseguiste. Parabéns. E que Deus te acompanhe e seja tão pródigo contigo, quanto o tens sido conosco, acarinhando-nos com tua amizade.
E agora, e para te agradecer ainda mais e tornar absolutamente concreta nossa prova de amizade, e fazendo-o em nome, permitas-me o deslize, de teus colegas de Cartório, convido tua esposa, Sílvia, para que te entregue uma placa que haverá de significar a amizade que todos eles te devotam e o agradecimento pelos ensinamentos que todos eles te devem.
Neste momento, convido todos os presentes para que, em pé e de mãos dadas, façamos uma corrente de pensamento positivo e de votos de sucesso ao homenageado.
EVANDRO, QUE TU TENHAS TODO O SUCESSO DO MUNDO EM TUA NOVA EMPREITADA E QUE TODOS OS TEUS SONHOS SE TORNEM REALIDADE. QUE O CARINHO QUE TODOS OS PASSO-FUNDENSES TE TRIBUTAM SEJA O BÁLSAMO DE QUE TODO SER HUMANO NECESSITA NAS HORAS MAIS DIFÍCEIS DA VIDA!
Por fim, e aproveitando que todos estamos em pé, cumprimentemos, mais uma vez, o homenageado, oferecendo-lhe o ‘Parabéns pra Você’.

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As causas da Sustação do Protesto podem ser…

 

  • falta de entrega de mercadoria;
  • falta de acerto prévio no tocante ao vencimento;
  • emissão sem causa;
  • entrega em desacordo com o pedido;
  • o desacordo entre as partes sobre o contrato que dê origem ao título;
  • título obtido de forma fraudulenta;
  • falta de causa para sua emissão;
  • novação de dívida;
  • devolução de mercadoria adquirida;
  • defeito de mercadoria;
  • discordância do pedido com a entrega;
  • pagamento total ou parcial;
  • inadimplemento de obrigações bilaterais;
  • falta de vencimento da obrigação;
  • nulidade do título;
  • prorrogação do vencimento;
  • prescrição da cambial;
  • quando o protesto é dirigido contra o avalista;

Sustação do Protesto.

 

A sustação do protesto é medida cautelar inominada, que objetiva obstar o protesto de um título que se tem por nulo, devendo o pedido ser feito antes que se efetive o registro do protesto, se possível, logo após a intimação do devedor.

Após o cancelamento do protesto.

“Cancelado o protesto, não mais constarão das certidões nem o protesto nem seu cancelamento, a não ser mediante requerimento escrito do devedor, ou requisição judicial”.

Cancelamento por determinação judicial

O cancelamento por determinação judicial será efetivado mediante a apresentação, junto ao TABELIONATO DE PROTESTO, da certidão de trânsito em julgado da decisão judicial, sendo certo que uma cópia ficará ali arquivada e enumera quais são os agentes autorizados, de conformidade com a lei, a efetivar o cancelamento do protesto.

Cancelamento do Protesto.

Com referência a conhecida “carta de anuência” que deve ser fornecida pelo credor originário ou por aquele que se tornou credor por endosso translativo, deve constar da mesma, assinatura com firma reconhecida do signatário, quando do extravio ou impossibilidade de apresentação do título original ou, então, quando se trata de endosso-mandato, ficou definido que basta a anuência dada pelo credor endossante, dispensada a manifestação do mandatário, medida louvável, uma vez que algumas instituições financeiras se negavam a fornecer declaração nesse sentido, causando assim, sérios problemas aos interessados.

Endosso em preto

 

Endosso em preto – é aquele em que é mencionado expressamente o nome do endossatário, ou seja, do beneficiário do endosso.

É também chamado de endosso pleno ou completo, onde estão presentes todos os elementos de que se compõe, a cláusula de transmissão “à ordem”, o nome do endossatário e a assinatura do endossante.

Sua principal característica está na circunstância de constar do título o nome do endossatário, ou seja, daquele a quem o endossador transfere a propriedade do título.