RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO ATRAVÉS DO PROTESTO

“Protesto tem elementos indispensáveis para a eficácia na recuperação de crédito” – (Jornal do Protesto).

Sócios da Vallya falam sobre parceria com o IEPTB e destacam diferenciais da atividade.

05/10/2018

Cabo de Santo Agostinho (PE) – Com o tema “Vallya – Apresentação de plano estratégico IEPTB/BR: Resultados, cenário atual e diferenciais”, Marcos Oliveira, advogado especializado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e João Pedro Cortez, mestre em economia pela FGV, falaram sobre medidas que visam garantir e dar maior amplitude aos diferenciais do Protesto durante a 16ª Convergência.

A palestra encerrou o Encontro Nacional de Tabeliães de Protesto de Títulos, que ocorreu entre os dias 19 e 21 de setembro, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana de Recife (PE).

Oliveira iniciou sua apresentação explicando que é necessário avaliar a evolução e o rumo das atuais ferramentas que os Cartórios de Protesto têm à disposição e discutir medidas que tenham como objetivo recuperar o posicionamento do segmento frente ao seu mercado potencial, preservando todos os seus diferenciais.

“É uma chance valiosa que temos de trazer esses indicadores de como o mercado enxerga a atividade e a atribuição dos Cartórios de Protesto e sua importância para que o sistema financeiro entenda os diferenciais desse serviço, e o quanto ele é agregador nesse momento em que redução de custo e eficiência são necessários no processo, em especial o de recuperação de crédito. O Cartório de Protesto tem elementos hoje indispensáveis para que isso ocorra de uma forma eficiente”, ressaltou o palestrante.

Em seguida, Cortez, que também é sócio da Vallya, disse que foram pensadas estratégias para se trabalhar junto ao IEPTB/BR no âmbito do Executivo, Legislativo, além das áreas de mercado e corporativa. “Se queremos fazer uma frente nova com esses grupos, temos que olhar também para dentro de casa. Foi feito um trabalho muito grande tentando entender as qualidades, os desafios, os defeitos, as necessidades e demais pontos do Protesto, visto como uma empresa e uma instituição”, analisou o economista.

Os palestrantes apresentaram ainda alguns princípios básicos para modificar a atuação dos Cartórios de Protesto em relação ao mercado financeiro, como compreensão e reposicionamento para o futuro, identificação de metas operacionais claras e compromisso com elas, além de foco inicial em melhorias estruturais.

Ao ser questionado sobre o Provimento 72, que dispõe sobre medidas de incentivo à quitação ou à renegociação de dívidas protestadas nos Tabelionatos de Protesto do País, Oliveira afirmou que os Cartórios de Protesto têm chance de se tornarem mais importantes como meio de recuperação de ativos.

“Com o Provimento 72, os Cartórios de Protesto têm uma chance fantástica de operacionalizar a essência da sua atividade. Implicitamente, o Protesto tem como base a recuperação de ativos. A partir do momento em que o próprio órgão de supervisão e fiscalização sugere que as atividades podem usar mecanismos para buscar o retorno desse capital, é uma forma de você dar mais eficiência e tornar mais perene a importância dos Cartórios de Protesto como meio de recuperação de ativos”, finalizou o advogado.

Fonte: http://www.jornaldoprotesto.com.br/homer

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